
Tamara Alves utiliza referentes à arte do graffitie nos seus trabalhos, mas os seus signos são desconstruídos; todo o significado que lhes era dado foi retirado. A imagem é um produto da nossa imaginação, e cada homem faz a sua percepção da imagem. Estes signos não fecham uma realidade, abrem possibilidades.
É um trabalho baseado em registos fotográficos, e os materiais que utiliza são essencialmente a tinta de spray e o stencil; as imagens surgem através de incisões no suporte (madeira ou parede); e a poesia de Rimbaud, Allen Ginsberg, Patti Smith, Baudelaire, Al Berto, etc., é várias vezes evocada, devido ao seu discurso destrutivo e inspirado nos motivos citadinos.
O trabalho de Tamara Alves é muito ilustrativo do panorama urbano, e expõe-no a novos horizontes de significado. O underground é representado como uma viagem a um mundo profundo.
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